terça-feira, 31 de maio de 2011

ESCOLA ESTADUAL DORCELINA DE OLIVEIRA FOLADOR
AVALIAÇÃO MENSAL DE LÍNGUA PORTUGUESA

Nome- ____________________________________Nº______
Nome- _________________________________________Nº______
Ano-______ Turma- ___________

Profª- ANDREA DE OLIVEIRA ARAUJO


1) Compare as imagens abaixo, analisando a original e a cópia:




 [o-grito[2].jpg]
                         homer-Versão-O-Grito-de-Edvard
                        
                                                             
 Como você pode ver, a Intertextualidade não está presente só nos textos, mas também nas imagens.

Explique a Intertextualidade presente nestas imagens.



Leia atentamente os textos abaixo e responda às questões:
TEXTO I   A Cigarra e a Formiga
Tendo a cigarra cantado durante o verão,
Apavorou-se com o frio da próxima estação.
Sem mosca ou verme para se alimentar,
Com fome, foi ver a formiga, sua vizinha,
pedindo-lhe alguns grãos para aguentar
Até vir uma época mais quentinha!
- "Eu lhe pagarei", disse ela,
- "Antes do verão, palavra de animal,
Os juros e também o capital."
A formiga não gosta de emprestar,
É esse um de seus defeitos.
"O que você fazia no calor de outrora?"
Perguntou-lhe ela com certa esperteza.
- "Noite e dia, eu cantava no meu posto,
Sem querer dar-lhe desgosto."
- "Você cantava? Que beleza!
Pois, então, dance agora!"

(Fábula de Esopo, por La Fontaine)

2) No final do diálogo, a formiga diz à cigarra: “Você cantava? Que beleza! Pois, então, dance agora!” A cigarra se sentiu bem diante dessa resposta? Justifique.
3)  A fábula apresentada tem a seguinte moral: “Os que não pensam no dia de amanhã pagam sempre um alto preço por sua imprevidência.” Você concorda com essa moral? Justifique.
TEXTO II

A Cigarra e a Formiga (A Formiga Boa - Monteiro Lobato)

Houve uma jovem cigarra que tinha o costume de chiar ao pé do formigueiro. Só parava quando cansadinha; e seu divertimento era observar as formigas na eterna faina de abastecer as tulhas.
Mas o bom tempo afinal passou e vieram as chuvas . Os animais todos, arrepiados, passavam o dia cochilando nas tocas.
A pobre cigarra, sem abrigo em seu galhinho seco e metida em grandes apuros, deliberou socorrer-se de alguém.
Manquitolando, com uma asa a arrastar, lá se dirigiu para o formigueiro. Bateu – tique, tique, tique...
Aparece uma formiga friorenta, embrulhada num xalinho de paina.
- Que quer? – perguntou, examinando a triste mendiga suja de lama e a tossir.
- Venho em busca de agasalho. O mau tempo não cessa e eu...
A formiga olhou-a de alto a baixo.
- E que fez durante o bom tempo que não construiu a sua casa?
A pobre cigarra, toda tremendo, respondeu depois dum acesso de tosse.
- Eu cantava, bem sabe...
- Ah!.. . exclamou a formiga recordando-se. Era você então que cantava nessa árvore enquanto nós labutávamos para encher as tulhas?
- Isso mesmo, era eu...
Pois entre, amiguinha! Nunca poderemos esquecer as boas horas que sua cantoria nos proporcionou. Aquele chiado nos distraía e aliviava o trabalho. Dizíamos sempre: que felicidade ter como vizinha tão gentil cantora! Entre, amiga, que aqui terá cama e mesa durante todo o mau tempo.
A cigarra entrou, sarou da tosse e voltou a ser a alegre cantora dos dias de sol.

Do livro Fábulas, Monteiro Lobato, 1994. Disponível em: http://ulyssesdorego.arteblog.com.br/28120/A-CIGARRA-E-A-FORMIGA-MONTEIRO-LOBATO-TRECHO/ , acesso em 01/09/09.

4) Apesar de possuir características comuns em relação à fábula, o enredo do texto de Monteiro Lobato apresenta algumas modificações.  Que modificações são essas?
5) A moral da fábula aplica-se ao texto de Monteiro Lobato? Por quê?
TEXTO III      A CIGARRA E A FORMIGA (2009)
                                                               &n bsp;                   Millôr Fernandes
Cantava a Cigarra
Em dós sustenidos
Quando ouviu os gemidos
Da Formiga,
Que, bufando e suando,
Ali, num atalho,
Com gestos precisos
Empurrava o trabalho:
Folhas mortas, insetos vivos.
Ao ver a Cigarra
Assim, festiva,
A Formiga perdeu a esportiva:
"Canta, canta, salafrária,
E não cuida da espiral inflacionária!
No inverno,
Quando aumentar a recessão maldita,
Você, faminta e aflita,
Cansada, suja, humilde, morta,
Virá pechinchar à minha porta.
E, na hora em que subirem
As tarifas energéticas,
Verá que minhas palavras eram proféticas.
Aí, acabado o verão,
Lá em cima o preço do feijão,
Você apelará pra formiguinha.
Mas eu estarei na minha
E não te darei sequer
Uma tragada de fumaça!"
Ouvindo a ameaça,
A Cigarra riu, superior,
E disse com seu ar provocador:
"Você está por fora,
Ultrapassada sofredora.
Hoje eu sou
em videocassete
Uma
reprodutora!
Chegado o inverno,
Continuarei cantando
– sem ir lá –
No Rio,
São Paulo
Ou Ceará.
Rica!
E você continuará aqui
Comendo bolo de titica.
O que você gan ha num ano
Eu ganho num instante
Cantando a Coca,
O sabãozão gigante,
O edifício novo
E o des odorante.
E pos so viver com calma
Pois canto só pra multinacionalma".
(Fonte: Revista Veja , 08/07/2009, edição 2120)
6) Analisando as duas relações: da formiga com o trabalho, e da cigarra com a música, responda: que modificações o texto de Millôr Fernandes trouxe ao enredo da história,Fórum quando o comparamos aos dois textos anteriores?
.
7)Explique a INTERTEXTUALIDADE presente nos três textos.






BOM TRABALHO PARA TODOS! E LEMBREM-SE:
“O MUNDO NÃO ESCOLHE OS BONS. MAS OS MELHORES.”
Profª ANDREA ARAUJO

segunda-feira, 16 de maio de 2011

Olá, alunos dos 2º A e C!!!
SEJAM BEM-VINDOS!
Usaremos este local para resolução de exercícios, tira dúvidas, comentários e muito mais.

 "Para se chegar a uma intepretação mais completa, é preciso ler também o que não está escrito, ou seja, devem ser consideradas possibilidades de interpretação a partir de universos culturais que se misturam."

Vocês terão a seguir alguns exercícios sobre INTERTEXTUALIDADE:

 1- Observe as tirinhas e responda:


Que relação existe entre a história lida pela mãe e o personagem de Maurício de Sousa?
1º Quadrinho – Historia lida:_________________________ personagem: _____________Por quê?_________________
2º Quadrinho – Historia lida:_________________________ personagem: _____________Por quê?__________________
3º Quadrinho – Historia lida:_________________________ personagem: _____________Por quê?_________________




De qual história você se lembrou ao ler a tirinha? ______________________________________


A tirinha lembra uma história infantil. Qual é ela? ______________________________________
Porque o Cascão precisa que o personagem conte mais uma mentira? _____________________
______________________________________________________________________________
Como podemos notar, a partir do trabalho feito com as tirinhas, o conhecimento das histórias e das características dos personagens de Maurício de Sousa é de fundamental importância na atividade de leitura e construção de sentido do novo texto.

2- Leia os dois textos abaixo:

Quadrilha
        Carlos Drummond de Andrade

João amava Teresa que amava Raimundo
que amava Maria que amava Joaquim que amava Lili
que não amava ninguém.
João foi para os Estados Unidos, Teresa para o convento,
Raimundo morreu de desastre, Maria ficou para tia,
Joaquim suicidou se e Lili casou com J. Pinto Fernandes
que não tinha entrado na história.

Quadrilha da sujeira
                   Ricardo Azevedo

João joga um palitinho de sorvete na
rua de Teresa que joga uma latinha de
refrigerante na rua de Raimundo que
joga um saquinho plástico na rua de Joaquim
que joga uma garrafinha
velha na rua de Lili.
Lili joga um pedacinho de isopor na rua de
João que jogava uma embalagenzinha
de não sei o que na rua de Teresa que joga
um lencinho de papel na rua de Raimundo
que joga uma tampinha de refrigerante na rua
de Joaquim que joga um papelzinho de bala
na rua de J. Pinto Fernandes que ainda nem
tinha entrado na história.

Atividade:

Após a leitura dos textos, produza um novo poema,  utilizando a mesma forma como eles foram compostos. O tema de seu poema será, também, a preservação do meio ambiente.

 Quem não passou pela experiência de estar lendo um texto e afrontar-se com passagens já lidas em outros? Os textos conversam entre si m um diálogo constante. Esse fenômeno tem a denominação de intertextualidade.

3- Leia os textos a seguir:

I- Quando nasci, um anjo torto
Desses que vivem na sombra
Disse: Vai Carlos! Ser “gauche” na vida.
(ANDRADE, Carlo, Drummond de. Alguma poesia, Rio de Janeiro; Agular 1964)

II-Quando nasci veio um anjo safado
O chato dum querubim
E decretou que eu tava predestinado
A ser errado assim
Já de saída minha estrada entortou
Mas vou até o fim.
(BUARQUE, Chico. Letra e música. São Paulo: Cia das Letras, 1989)

III-Quando nasci um anjo esbelto
Desses que tocam trombeta, anunciou:
Vai carregar bandeira.
Carga muito pesada para mulher
Esta espécie ainda envergonhada.
(PRADO, Adélia. Bagagem, Rio de Janeiro; Guanabara, 1986)

Adélia Prado e Chico Buarque estabelecem intertextualidade, em relação a Carlos Drummond de Andrade, por:
(A) Reiteração de imagens
(B) Oposição de idéias
(C) Falta de criatividade
(D) Negação dos versos
(E) Ausência de recursos

4- Chico Buarque de Holanda, um dos mais importantes compositores brasileiros, utiliza a intertextualidade em uma canção sua. Em "Bom Conselho", ele inverte os provérbios, questionando-os e olhando-os sob outro ângulo, atribuindo-lhes novos sentidos. Quais são esses provérbios populares? Como você percebeu a intertextualidade? (responda no seu caderno)

Bom Conselho
(Chico Buarque, 1972)

Ouça um bom conselho
Que eu lhe dou de graça
Inútil dormir que a dor não passa
Espere sentado
Ou você se cansa
Está provado, quem espera nunca alcança

Venha, meu amigo
Deixe esse regaço
Brinque com meu fogo
Venha se queimar
Faça como eu digo
Faça como eu faço
Aja duas vezes antes de pensar



VEJAM AS FOTOS DOS TRABALHOS DE VOCÊS: